O que o corretor de imóveis faz, de verdade
A imagem da profissão costuma ser a da visita ao imóvel. O trabalho real é outro, e mais parecido com o de quem administra relacionamentos.
Um corretor passa a maior parte do tempo captando — convencendo proprietários a confiarem o imóvel a ele —, divulgando e, principalmente, respondendo. A venda é a ponta visível de um processo que é feito de retorno de mensagem, remarcação de visita e paciência com prazo longo.
Vale saber disso antes de começar: a habilidade que mais decide resultado nessa profissão não é negociação nem conhecimento de mercado. É organização — e é justamente a que ninguém ensina no curso.
O que a lei exige para se registrar

A profissão é regulamentada pela Lei nº 6.530/1978, e exercê-la sem registro é infração. São dois requisitos:
1. Formação. Curso Técnico em Transações Imobiliárias, o TTI, de nível médio; ou curso superior em Gestão Imobiliária ou Negócios Imobiliários.
2. Inscrição no CRECI do seu estado. O conselho regional analisa a documentação, cobra a anuidade e emite o registro. A inscrição é estadual, e quem for atuar em outro estado precisa de inscrição secundária.
Os valores de curso e de anuidade mudam por estado e por ano, então não publicamos número aqui — confirme no conselho da sua região, que é a única fonte que não envelhece.
Vale a pena ser corretor de imóveis?

A resposta honesta é: depende de quanto tempo você consegue ficar sem receber.
Não existe salário. A renda vem de comissão, e comissão só existe quando o negócio fecha — o que costuma levar meses desde o primeiro contato. Os primeiros seis meses são de construção de carteira, e é nesse período que a maioria desiste.
Em troca, é uma das poucas atividades em que não há teto de ganho, a entrada não exige capital alto e o crescimento depende mais de constância que de diploma.
Se a sua situação hoje não permite alguns meses de renda baixa, o caminho sensato é começar meio período ou dentro de uma imobiliária, onde a carteira já existe.
Os primeiros noventa dias
O que separa quem fica de quem desiste, nesse começo, é banal:
- Escolher uma região e um tipo de imóvel, em vez de tentar atender tudo
- Captar poucos imóveis e conhecê-los a fundo, inclusive os defeitos
- Responder toda mensagem no mesmo dia, sem exceção
- Registrar quem falou com você e sobre qual imóvel, desde o primeiro contato
- Ter um endereço próprio para mandar, em vez de depender do anúncio de um portal
O que preparar antes do primeiro cliente
Assim que o registro sair, três coisas precisam existir — e nenhuma delas depende de dinheiro.
Um lugar seu na internet. Um endereço com o seu nome, o seu CRECI visível e os seus imóveis, que você mande por WhatsApp e que o Google encontre depois. Sem isso você existe apenas dentro do anúncio de um portal, ao lado dos concorrentes.
Um lugar para registrar os contatos. Nos primeiros meses cabe na cabeça. No terceiro mês não cabe mais, e aí já é tarde para recuperar o que se perdeu.
Fotos decentes. Celular moderno resolve. Luz natural, ambiente arrumado, e nunca a primeira foto sendo a do corredor.
No Inmob360 o plano gratuito cobre as duas primeiras: vitrine no seu nome com três imóveis publicados e o registro dos contatos, sem prazo e sem cartão. Estagiário com inscrição provisória também pode criar conta — o cadastro tem essa opção e pede o registro do responsável técnico.
Imóveis disponíveis na plataforma
Corretores de todo o Brasil publicam seus imóveis na Inmob360. Confira cidades com listagens ativas:
Perguntas frequentes
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